Olá malta!
Cá estou eu para vos trazer mais uma experiência gastronómica, e que experiência esta... Após ter andado nos últimos tempos a fazer visitas a restaurantes mais "chiques", eis que no passado dia 02/08, voltei onde me sinto bem... às tasquinhas tradicionais.
Após termos falhado a marcação para este restaurante/tasca na semana passada e que deu aso a que fossemos parar ao "Antunes", eis que finalmente conseguimos marcar mesa na famosa "Adega Braga" na Maia.
Após reunir com o meu "staff técnico" deste blog, que me assiste em grande parte destas experiências, no sítio do costume antes destas "reuniões laborais", lá seguimos caminho rumo à Maia e chegamos à hora marcada (21h00).
Para ser sincero, pensava que ía experimentar um local novo, mas à medida que nos íamos aproximando do local, o caminho começou a parecer cada vez mais familiar, e de facto já tinha almoçado neste local.
Aproveito desde já para dizer que são experiências completamente diferentes, sendo que ao jantar é muito melhor. Como sabem, desde a passada quarta-feira que o calor tem apertado, e o dia 02/08, não foi excepção com as temperaturas às 21:00 a rondarem os 33ºC... Escusado será dizer que para mal dos nossos pecados, o restaurante não dispunha de ar condicionado, e pior ainda, a nossa mesa ficou mesmo em frente à zona de confecção. Ou seja, o ângulo de visão era diretamente para a cozinha e para a grelha (de onde saía um calor infernal). Por outro lado, tinha a possibilidade de ver a qualidade da carne antes de confeccionada. E só de olhar dava vontade de provar...
Apesar de, à entrada parecer um local pequeno, a verdade é que não era,e dispunha de vários salões que estavam totalmente lotados. Finalmente percebia a dificuldade em se conseguir marcar mesa com pouca antecedência. Depois de nos sentarmos, o empregado que nos serviu, o Sr. Rui, veio perguntar se estávamos todos, pois estava um lugar por preencher, ao que respondemos que ainda faltava uma pessoa. O Rui trouxe-nos então o vinho da casa e umas entradas para nos entretermos até chegar o "atrasadinho", e podermos finalmente fazer o pedido.
Passados cerca de 10-15 minutos, lá chegou, e fizemos o pedido. Contudo, estava mesmo muito quente e pedimos para trocar de mesa para uma zona com abertura para o exterior, algo que nos foi negado, sob a justificação que as mesas do exterior não davam para 6 pessoas. Sinceramente nao gostei muito da justificação, mas fiz de conta que não me importava. O que vale, o Rui redimiu-se ao ir buscar uma ventoinha e ligá~la na nossa direcção.
Não melhorou muito, mas valeu pela atitude. Uma coisa já estava assente, íamos comer carne grelhada, sendo a especialidade da casa, o costeletão e posta. Perguntamos ao Rui relativamente às quantidades recomendadas para 6 pessoas, e recomendou-nos 2 costeletões e 1 posta.
O tempo de espera após o pedido, foi cerca de 20 minutos, que passaram rapidamente rápido, perdidos em boa conversa. Chegou a nossa comida, e juntamente com a carne grelhada com um aspecto glorioso, veio o respetivo acompanhamento composto por batata frita caseira e arroz de feijão. Se as carnes foram as rainhas da noite, sem dúvida alguma que o arroz foi o Rei... Que agradável surpresa aquele arroz de feijão malandrinho com pimento. Um sabor maravilhoso que combinava na perfeição com os suculentos nacos de posta de vitela e costeletão mal passados, bem como manda a regra.
A luta foi bastante árdua mas cerca de 1h30 depois, depois de muita dissertação, conversa fiada e até alguma cantoria, terminámos a nossa refeição. Maravilha... Todos nós bastante satisfeitos e rejubilantes com a qualidade apresentada, se bem que uns mais que outros. Na minha opinião ambas as qualidades de carne apresentadas, fizeram juz à fama, se bem que, um pouco mais de tempero no costeletão não faria mal nenhum. Mas no competo geral, muito bom.
Depois de ouvidas as opiniões de cada um, e de mais umas quantas garrafas de vinho, pedidas ao som do "Avé Maria", passámos então à fase da sobremesa, ou melhor sobremesas... Perguntei ao Rui, quais seriam as especialidades da casa, esperando uma resposta rápida e concisa, no entanto, a resposta foi looonga e com uma imensidão de prazeres doces, que só pelo nome já davam vontade de provar. Decidimos então pedir 6 sobremesas diferentes, de forma a fazermos uma pequena degustação e assim veio: mousee de chocolate caseira, leite creme, pudim, panacota de frutos vermelhos, panacota de manga e bolo de bolacha. De todos saliento o bolo de bolacha, com um ligeiro saborzinho a café em que se notava perfeitamente a "caseiridade" do mesmo. Desiludiu-me um pouco o leite creme, mas ando mal habituado, como sabem.
Para finalizar todo este repasto, o verdadeiro cafézinho e um bagacinho anizado bastante suave para limpar a chávena. Divinal... Pedimos então a conta e mais uma agradável surpresa... 115.00 Euros... Não chegava a 20 Euros por pessoa.
Acreditem que foi muito pouco, dada a quantidade de tudo o que foi para a mesa. Resumindo e concluíndo, deixo-vos a minha classificação relativamente à "Adega Braga" :
Ambiente: 7
Comida: 8.5
Serviço: 6.5
Limpeza: 6.5
Preço: 8
Total Geral: 7.3
E assim foi a minha experiência na Adega Braga. Um local em que a marcação antecipada da mesa é obrigatótria, sendo um local idela para jantares de grupo, mas não quando se pretende algo sossegado e com um serviço inigualável. Espero que tenham gostado desta experiência. Deixem os vossos comentários e recomendações.
Abreijos
Brutus - 03/08/2018
Comments