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"Adega Teles", Felgueiras

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 2 de fev. de 2019
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá malta Tasqueira...

Como vão essas vidas? Têm-se dado bem com toda esta humidade que nos tem assolado nos últimos dias? Eu não... é que para juntar à humidade ainda tinha de vir este calor soviético que só dá vontade de ficar em casa com o aquecedor ligado e enroscado no sofá a ver séries e filmes.

Contudo, e como sou um tipo bastante ativo (not), no passado Sábado juntei-me com o staff técnico para trazer até vós mais uma experiência gastronómica, desta vez por terras felgueirenses. Guiados pelo nosso camarada Carlos Lascasas, profundo conhecedor das terras felgueirenses, fomos então conhecer a Adega Teles, localizada mais precisamente na zona de Moure.

Mas comecemos a contar a história desde o início. Com ponto de encontro do grupo marcado para as 11h00 para "registar o Euromilhões" (nome de código para beber uns Martinis/Favaios com cerveja), a realidade é que partimos já com algum atraso por volta das 12h00, até porque, ainda tínhamos de fazer uma paragem estratégica para fazer um levantamento de mais um elemento do Staff técnico em Paredes.

A viagem correu sem grandes sobressaltos, tirando as habituais criancices a que este grupo já nos vem habituando, e por volta das 13h20 chegamos ao local.

Um sítio perdido no meio de uma zona habitacional, mas que a julgar pelo parque automóvel seria frequentado por malta de um nível social médio/alto... Puro engano, o local era frequentado por todas as faixas da sociedade, desde o rico ao mais carenciado, do jovem ao mais envelhecido, homens e mulheres, grupos e casais sozinhos e até famílias. Isto desde logo que me agradou, pois todas aquelas pessoas que enchiam por completo a sala principal da Adega Teles, transpareciam um à vontade bastante grande e um nível de satisfação era bastante evidente.

Para não correr riscos, durante a viagem, o Lascasas ligou para reservar mesa para o nosso grupo, que desta vez era apenas de 5 elementos, devido a 2 baixas devido à gripe,  e quando chegamos lá tínhamos a nossa mesa à espera já provida de pão, boroa e azeitonas que serviu para entreter até nos virem perguntar o nosso pedido.

Antes de continuar, apenas queria deixar uma nota muito positiva para o pão que parecia ter sido cozido à poucos minutos, de tão estaladiço que estava. Sinceramente, acho que não era de produção própria do restaurante, mas de qualquer forma o que importa salientar é que era realmente muito bom.

Para beber, pedimos o verde branco da casa, e aí tive também uma agradável surpresa. Um vinho sem rótulo, cuja rolha de plástico estourava a cada garrafa aberta. Suave, e com um paladar bastante agradável ao palato, este é aquele tipo de vinho, a que normalmente chamamos o "Sumol"... uma verdadeira categoria.

Passamos então à fase do pedido, e segundo o nosso "guia" Lascasas, a casa tinha bom nome pela qualidade dos grelhados e esse foi o nosso pedido, com picanha laminada e Nacos de vitela acompanhados com arroz branco, batatas fritas à rodela, feijão preto e farofa.

Contudo, e como somos uns gulosos de categoria assinalável, tínhamos visto passar umas travessas de feijoada que tinha um aspeto bastante apelativo e pedimos uma travessa pequenina de feijoada apenas para provar... O pedido das carnes ficou em stand by para a cozinha, aguardando que terminássemos a degustação da feijoada. O problema é que a feijoada estava bem lambareira e a degustação praticamente se transformou em primeiro prato. Ainda por cima, vinha com um molhinho muito saboroso mesmo a pedir que aquele pão espetacular mergulhasse no prato para a combinação perfeita.

Escusado será dizer que pouco espaço sobrou para as carnes. Contudo, não gosto de deixar mal as minhas tropas e pelos meus/minhas fiéis tasqueir@s sou que capaz de quase tudo e é claro que não virei a cara à luta apesar desta ter sido bastante dura e brava.

Depois de terminada a feijoada e por entre alguns estouros de abertura de garrafa a fazer lembrar a abertura do champanhe no Réveillon, chegou a aguardada carne.

Começamos pelos nacos de vitela: suculentos, com uma cor bem apelativa à primeira vista, servida sob uma tábua de madeira. Em termos visuais muito bom e apelativo, faltava o palato comprovar o que os olhos estavam a ver. Ao provarmos a carne deparamo-nos com uma carne muito tenra e de extremamente suculenta, temperada de maneira muito simples, penso que apenas levou sal, o que fez sobressair o sabor natural da carne. Não desiludiu, aliás muito pelo contrário, tendo ficado bem acima das expectativas. O arroz, as batatas e o feijão preto quase não eram precisos face à quantidade de carnes, contudo havia que provar de tudo um pouco e relativamente aos acompanhamentos há que salientar o estrondoso feijão preto que estava divinal e que misturado com a farofa faziam uma dupla imparável no que ao regalo do palato diz respeito.

Quanto à picanha, confesso que quase nem provei, mas do pouco que comi, pareceu-me um pouquinho demasiado passada para o meu gosto. Estava bem fatiada, e o facto de ser fininha ajudou a que passasse um bocadinho do ponto de cosedura ideal. Acho que também faltou um pouco de sal nesta carne, mas no compto geral, era bastante agradável, bastante tenra e saborosa.

Desde a nossa chegada até ser levantado o último prato de comida, devem-se ter passado para aí umas 2 horas à vontade, mas que no meio de tão boa tertúlia e de tão boa qualidade de comida e bebida, nem demos conta. Mas ainda havia mais... estava na hora de passarmos à sobremesa e tal como nos pedidos iniciais, deixamos que o nosso "guia local" Carlos Lascasas fizesse os pedidos por nós. Foi pedido tipo um menu de degustação que contivesse as melhores especialidades da casa e fomos presenteados com umas cavaquinhas cuja bolo interior era de chocolate, um bolo típico, meio escangalhado com recheio de creme de pasteleiro e cobertura de caramelo e canela de seu nome "Ambrósio" e ainda um pratinho de "Romeu e Julieta" acompanhado por umas tostinhas.

Tudo divinal, mas de tudo tenho que salientar as cavaquinhas, ou doces de gema como preferirem, que foram algo completamente diferente do que tinha comido até então. Aquela parte de bolo de chocolate a envolvida pela estaladiça massa de açúcar é sem dúvida um twist que ninguém estava à espera e que foi uma verdadeira festa de sabores para o palato.

Para finalizar e ajudar a digerir todo este belo manjar, um cafézinho e o respetivo "xiripiti", que era nada mais nada menos que um refrescante bagaço com mel, bem docinho. Era então chegada a altura da "dolorosa", e aí tivemos mais uma fantástica e agradável surpresa...

Todo este manjar, muitíssimo bem regado com aquele "Sumol" de pistola, perfez a módica quantia de cerca 17.50 Euros por pessoa. Ou seja, foi literalmente de borla...

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação relativamente à Adega Teles, em Felgueiras:



Ambiente: 7.5


Comida: 8


Serviço: 8


Limpeza: 8


Preço: 9


Total Geral: 8.1


Esta foi uma experiência super agradável a todos os níveis, desde a companhia dos meus amigos Carlos Lascasas, Hugo Machado, Nuno Ribeiro e Júlio Monteiro até todos os locais por nós visitados na bela cidade de Felgueiras. Sim, porque o dia não ficou por aqui e após terminarmos este belo repasto, foi tempo de partirmos para avaliação de novos espaços a serem visitados, algo que encontramos bem lá perto. Por isso não percam os próximos episódios porque nós também não...


Abreijos


Brutus - 02/02/2019







 
 
 

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