Restaurante "Lagoas de Lazer"
- Brutus
- 23 de fev. de 2019
- 5 min de leitura
Atualizado: 17 de mai. de 2019
Olá maltinha tasqueira...
Como estão? Antes de começar o relato de mais uma viagem gastronómica, quero antes de mais, começar por agradecer a TODOS VÓS... Quando a 27 Julho de 2018, comecei esta aventura de escrever as minhas aventuras e desventuras gastronómicas, nunca nos meus melhores sonhos me passou pela cabeça que, passados 7 meses, e 24 crónicas teria um público-alvo que ronda as 4000 pessoas, pelo menos a julgar pelos seguidores da página do Facebook.
Aquilo que faço, é por gosto, e acreditem que e a maior satisfação, é receber todo o vosso carinho em forma de comentários às minhas crónicas do site e aos posts do Facebook e do Instagram. Meus amigos Tasqueiros, mais uma vez aqui fica o meu MUITO OBRIGADO!!!
Mas chega de lamechices e passemos à ação... (PS: é tão estranho escrever ação só com um "c"...)
No passado Sábado, dia 16/02, juntei-me com um staff técnico mais alargado de 12 amigos e pusemos pés ao caminho rumo a Felgueiras, a um local descoberto aquando da nossa primeira aventura por aquelas bandas, conforme documentado na crónica de 02 de Fevereiro na visita à Casa Teles.
Desta vez, optamos por algum muito rústico e com ligação à terra, e fomos experimentar os sabores do restaurante "Lagoas de Lazer", localizado em Moure, mais propriamente no interior na "Quinta das Lagoas". Comecemos por falar do enquadramento... Chegados ao local, entramos para o interior da quinta, seguindo o trilho de estrada, rodeado por vinha e plantação de kiwis, até chegarmos uma zona sem saída, onde estavam já alguns carros estacionados. À chegada à entrada do restaurante podemos contemplar uma paisagem magnífica constituída por 2 lindíssimas lagoas com cerca de 6 metros de profundidade que juntamente com um pano verde natural prefazem um enquadramento fabuloso para uma refeição bem conseguida.
Antes de tomarmos os nossos lugares à mesa que já estava totalmente à nossa disposição, decidimos começar por um aperitivo de forma a apreciar aquelas vistas maravilhosas e posso-vos dizer que foi um dos Martinis com cerveja que melhor me soube dada a beleza da paisagem e da boa conversa que para ali andava a pairar. Terminado o aquecimento do aperitivo, fomos então encaminhados para mesa, depois de ouvir as palavras mágicas da simpática Sandra a informar que o arroz estava pronto.
E que arroz é que vos falo? De um tacho de arroz de cabidela de frango caseiro, diretamente da capoeira privada do restaurante para o tacho e com tudo a que tem direito. Quando chegou à mesa ainda vinha a borbulhar...
Entre o tempo de nos sentarmos à mesa e a chegada à mesa do tacho, ainda tivemos tempo para uma panóplia de entradas preparada pela D. Adosinda compostas por pratinhos de feijoada, alheira caseira grelhada, pataniscas, rissóis, moelas, salpicão... Enfim, só pela entradas, já ficaríamos satisfeitos. Saliento de tudo, a feijoada muito saborosa e as moelas que ao contrário do que é normal em restaurantes, estavam muitíssimo bem cozinhadas e temperadas, com um ligeiro toque picante que a meu ver é indispensável para este petisco.
Para os que não gostavam de arroz de cabidela, a opção foi uns nacos de vitela grelhados na brasa que vieram acompanhados com um arroz de açafrão no forno, batata frita caseira e ainda uma saladinha muito bem temperada.
Mas comecemos por aquele que foi o meu prato principal, o arroz de cabidela. Mal me comecei a servir, posso-vos desde já adiantar que quando comecei a ver os "miúdos" do frango misturados com o arroz, a minha cara deve-se ter transformado e devia estar a sorrir à medida que ia tirando comida para o prato. Adoro... Parecia que estava em casa num almoço de família. Que maravilha...
Depois a calda abundante. Eu gosto do arroz de cabidela bastante malandrinho e com um tragozinho a vinagre. Mais uma vez check em ambas as coisa. e por fim, o frango. Como é caseiro, há sempre o receio da carne ser um pouco dura, mas que @s bons/boas cozinheir@s sabem contornar com técnicas de pré preparação que fazem um frango caseiro parecer uma codorniz em termos de rigidez da carne. E assim foi, uma carne super tenro, cozinhado no ponto e com todo o sabor absorvido. Um regalo para o palato a cada garfada, e que acompanhado por um arroz soltinho e bem regado pela cabidela prefaziam a combinação perfeita. Maravilhoso... Não é de estranhar terem marchado 2 pratos bem compostos...
Quanto aos outros que não gostavam de arroz de cabidela, a quem envio desde já os meus sentidos pêsames, também ficaram muito bem servidos. Os nacos de vitela foram muito bem preparados, e grelhados no ponto, deixando-os extremamente suculentos ao ponto de largar os sucos naturais da carne, que misturado com um arroz de açafrão soltinho e super saboroso faziam uma combinação fabulosa. Para beber, optamos pelo verde da casa, que se portou muito bem. Não muito ácido e com um nível alcoólico não muito elevado, foi um bom complemento para ambas as refeições.
Terminada o prato principal, que teve uma duração de cerca de 1:30 (!!!) até acabarmos com tudo o que havia na mesa, foi então chegada a altura da sobremesa. Pedimos um menu de degustação que era composto por Romeu e Julieta (queijo com marmelada), Bolinhos de Amor (mini cavacas) oriundos da zona de Trovoada e ainda provei uma Tarte de limão caseira. Só vos posso dizer que estava tudo entre o excelente e o maravilhoso. Agora tirem as vossas ilações. Mas o melhor mesmo é irem lá e provar...
Terminamos com um cafézinho e um bagacinho caseiro capaz de levantar os mortos (!!!). Cuidado que é bravo.
Extra gastronomia, aproveitamos o Karaoke que puseram à nossa disposição para animar aquela tarde que por si já estava a ser fantástica e aquele enquadramento estava mesma a pedir um belo dum passeio de barco a remos pelas lagoas, sempre munidos com a máxima segurança dos coletes salva vidas. Resultado: 4 gajos totalmente encharcados e um telemóvel morto, vitima da falta de discernimento do dono e da humidade das lagoas. Não resistiu a esta combinação de tamanha hecatombe. Só vos digo, que podem agradecer ao São Pedro o sol daquele dia e a todo o staff por terem o cuidado de secar as roupas junto aos fornos. Ainda não satisfeitos e em modo de preparação para o regresso ao Porto, ainda desmembramos umas sardinhas pequeninas para o lanche, acompanhadas por uma cebolinha salgada e mergulhada em vinho verde tinto (aka galinha), azeitonas, vinho e caldo verde. Assim só para assentar e aquecer. Quando me aproximei do responsável para fazer as contas, o simpático Sr. João lançou um número que a meu ver ficou bem abaixo do que aquilo que seria merecido perante tanta simpatia, qualidade, quantidade e acima de tudo o à vontade que sempre nos colocaram.
Total: 22.50 Euros por pessoa é injusto, não para o cliente, mas para quem nos serviu...
Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação do Restaurante Lagoas de Lazer", em Moure, Felgueiras:
Ambiente: 8.5
Comida: 8.5
Serviço: 8
Limpeza: 7.5
Preço: 9
Total Geral: 8.3
Espero que tenham gostado desta experiência. É altamente recomendável uma visita ao "Restaurante Lagoas de Lazer". Combina tudo o que é de bom: Qualidade, Quantidade, Variedade, Simpatia, Beleza Natural... que mais é preciso para ter uma experiência de grande gabarito? A meu ver nada, por isso, é só experimentar. Aproveito para agradecer ao Sr. João, à D. Adosinda, à Sandrinha e ao restante staff que sinceramente não me consigo recordar do nome, que tudo fizeram para que esta excursão do Staff Técnico da Tasca do Brutus se sentisse em casa. E a verdade é que nos sentimos. Um grande bem haja, e continuem assim por favor.
Abreijos
Brutus - 23/02/2019
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