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Restaurante "Maximu´s", Ermesinde

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 18 de out. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá Malta...

O Outono já se instalou de armas e bagagens e com ele trouxe a chuva para não se sentir sozinho para mal dos nossos pecados. Apesar disso, nada nos impede de continuar com as nossas experiências, e hoje trago-vos uma muito especial.

Como diria o Ricardo Araújo Pereira, diretamente da "terra das gajas boas", Ermesinde, venho-vos aqui relatar aquela que foi a minha experiência no Restaurante "Maximus". E que experiência esta...

Contextualizando a situação, eu já era cliente do "Maximus", mas não nestas novas instalações. Eu já era cliente assíduo da "Cervejaria Maximus" que se localizava próximo ao cruzamento do Alto da Maia, mas já a algum tempo que não fazia uma visita e ao combinar um jantar com o meu amigo Fernando Ribeiro e a sua respetiva, decidimos em unanimidade revisitar o "Maximus" que se havia mudado para próximo da Estação de comboios de Ermesinde, com instalações de um nível bastante melhorado relativamente às anteriores. Estamos a falar de moradia com 2 salões para refeições que podem albergar grupos de grandes dimensões, distribuídos em 2 pisos diferentes. No exterior, um páteo e ainda uma zona de parqueamento privado para cerca de 12 carros. Ou seja, começamos logo por aí: Primeiro ponto positivo: Fácil estacionamento com parque privado e ainda uma larga oferta no exterior.

Chegados ao restaurante, dirigimo-nos para a entrada e onde fomos recebidos pela Beatriz, que foi a funcionária que nos acompanhou durante o jantar. Diga-se de passagem, que a simpatia da Beatriz foi também um dos fatores que fez com que esta experiência fosse bastante positiva.

Nesse aspecto sou bastante inflexível: Prefiro ser servido por uma pessoa simpática e que não tenha muito jeito, do que ao contrário... Pondo-me na perspetiva do dono/gerente do restaurante, uma pessoa simpática e inexperiente, certamente que com o tempo irá melhorar na parte técnica, enquanto que a simpatia não melhora com o tempo. Aliás tem tendência a piorar nesse aspeto. Mas isto são ideias minhas tiradas do fundo do cerebelo... há quem concorde, e há quem discorde, e eu aceito isso perfeitamente. Voltando ao serviço e à simpatia da Beatriz, foi-nos dada a opção de ficar na sala onde estávamos ou no piso superior, ao que nós escolhemos a sala onde estávamos.

Fomos então acompanhados à mesa que escolhemos, e desde logo comecei a reparar na beleza, classe e bom gosto exposto numa decoração sóbria, enquadrada e em tons claros. Saliento as duas grandes televisões em cada uma das extremidades da sala, que permitem a todos os cliente acompanharem o que estiver a dar, sem dificuldade.

A sala em si, é composta por cerca de 12 mesas, tendo cada uma das mesas uma capacidade para 4 pessoas, sendo no entanto possível a junção das mesmas para grupos de porte elevado. Um pormenor que me chamou à atenção foi a combinação entre o modernismo das linhas rectas e claras da arquitetura e do mobiliário em tons de castanho claro, com o rústico da parede que se apresentava do meu lado direito, em pedra virgem. Uma combinação que é muito do meu agrado e que transmite ao cliente uma sensação de conforto e bem estar. Resumindo, senti-me muito bem por estar ali.

Logo de seguida, a Beatriz começou a trazer as entradas compostas por pão, manteiga, azeitona, rissóis de carne e pataniscas de bacalhau. Tudo muito bem recheado e confeccionado , sem nada a apontar. Mas deixei o melhor para o fim:

Dentro de uma pequena rede decorativa, vejo então umas coisas esquisitas semelhantes a casca de batata e ao lado um molho... Costuma-se dizer: primeiro estranha-se e depois entranha-se... e não é que se entranhou mesmo??? Que sabor, que combinação fantástica nestas cascas de batata levadas ao forno acompanhadas com um molho agridoce com um sabor incrível. Posso-vos dizer que fiquei tão fã desta entrada que uma cesta não chegou e tivemos de pedir uma segunda dose... maravilha. A verdade é que já tinha experimentado esta iguaria noutros restaurantes e casas de tapas, mas em nenhum local me caiu tão bem como aqui.

Terminadas as entradas, passamos então para o prato principal... Um velho conhecido nosso dos tempos do restaurante do Alto da Maia e que nunca nos desiludiu. Optamos por "Gambas à Brás" e mais uma vez ficamos satisfeitos a todos os níveis. Qualidade, quantidade, apresentação e sabor... O prato é muito simples e tal como o nome indica, basicamente é só pegar no modo de preparação do bacalhau à brás, e em vez do bacalhau, acrescentar as gambas. As batatas bem embebidas no ovo mexido, salpicadas por salsa e ladeadas por azeitonas pretas bem carnudas, escondiam o recheio das gambas no ponto, devidamente descascadas, excetuando as que se encontravam no topo da travessa, que serviam também como decoração, perfazendo assim um belo prato, com cores cativantes ao olhar e o mais importante, um sabor inigualável.

De salientar que uma dose, foi mais do que suficiente para 3 pessoas, mas também não sobrou... não porque a dose fosse curta, mas sim porque estava tão bem que repetimos 2 vezes.

Depois de já estarmos com a barriga bem aconchegada (e de que maneira...) partimos para as sobremesas.

Com uma lista tão vasta não me conseguia decidir e pedia uma recomendação à simpática Beatriz, que me recomendou o leite creme embrulhado em massa filo. Ao chegar a sobremesa fiquei maravilhado com a apresentação. Requinte, boa apresentação, inovação e no final uma surpresa... O leite creme estava a meu gosto, não muito doce, não muito liquido e com um sabor típico, contudo, eis que ao chegar fim da taça que era composta pela massa filo, surge um doce de frutos vermelhos super refrescante que lhe dá um twist muitíssimo agradável.

Deixo aqui os meus parabéns a quem engendrou esta inovação, pois combina muito bem. Finalizamos com um café e para digestivo, um Whisky J&B 15 que ajudou a arrumar as coisas lá por dentro e demos por terminado o nosso repasto.

Pedimos a conta, e dada a quantidade e qualidade tenho de dizer que foi mais do que justo os 20.00 Euros por pessoa.

Terminamos a noite com uma agradável tertúlia com o dono / gerente do "Maximus", o Sr. Celestino, que nos reconheceu como clientes das antigas instalações e que nos esteve a perguntar a opinião sobre as novas instalações e outros assuntos. Uma forma agradável forma de terminar esta experiência.

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação de 0* a 5* relativamente ao "Restaurante Maixmus":


Ambiente: 9


Comida: 9


Serviço: 8.5


Limpeza: 9


Preço: 8


Total Geral: 8.7


Espero que tenham gostado desta experiência no "Restaurante Maximus", em Ermesinde. Um fantástico local onde comer, vai muito além da satisfação fisiológica do corpo. Uma experiência completa que recomendo a todos.


Abreijos.


Brutus - 18/10/2018




 
 
 

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