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Restaurante "Ramirinho 2"; Pieres, Penafiel

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 8 de out. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá maltinha...

Pois é... Outubro já cá está e apesar do bom tempo que ainda se faz sentir, se pensarmos bem, faltam pouco mais de 2 meses para o Natal e para toda aquela azáfama que isso acarreta...

Mas não é para falar do Natal que aqui vim, mas sim para vos trazer mais uma bela experiência gastronómica , desta vez em terras penafidelenses. Desta vez contei com um staff técnico bem mais alargado do que é habitual (cerca de 14 pessoas), e na passada Sexta Feira, dia 5 de Outubro, decidimos por os pés a caminho e ir almoçar ao Restaurante Ramirinho 2 em Penafiel. Porquê o Ramirinho? Simples... Há uns dias atrás uma das pessoas do grupo havia almoçado lá e colocou as fotos desse almoço no Facebook. Como é lógico, tinha de comentar, e como eu, outras pessoas demonstraram interesse em ir lá. Uns pela primeira vez, outros para repetir... Resultado: Formamos um grupo para combinar as coisas e lá fomos. Como se costuma dizer, para comer e beber a malta está sempre pronta...

Anteriormente, tentamos marcar mesa, mas a resposta foi negativa, devido à grande afluência que o Ramirinho 2 costuma ter em feriados e fins de semana. Assim sendo, tivemos que jogar um pouco com a sorte, mas correu bem. Decidimos optar por um horário mais tardio para o almoço e encontramo-nos por volta das 13:00 em Gaia para seguirmos em excursão até Penafiel, tendo a viagem durado cerca de 30 minutos.

Chegados ao restaurante, a espera foi curta, cerca de 10 minutos até nos sentarmos à mesa para almoçar.

À entrada, deparamo-nos com um balcão comprido à moda antiga, onde se realça a imponente balança como nas mercearias antigas e alguns presuntos pendurados, a transmitir uma sensação rústica. Contudo, depois de entrarmos para a sala de refeições, não encontramos nada disso. Encontramos sim, uma sala com pouca decoração que tem como principal propósito de albergar grupos grandes. Saliento, no entanto, as grandes janelas e vitrais que permitem uma vista quase plena para o exterior e a entrada de luz natural.

Depois de estarmos acomodados numa das 2 grandes salas que o restaurante tem à disposição, começaram a chegar as bebidas (vinho verde da casa para mim) e as entradas, compostas por pão, azeitonas, cebola com vinho tinto, presunto cortado à faca, moelas, "punheta" de bacalhau e pataniscas do mesmo.

Tenho a salientar pelo lado positivo as pataniscas, bastante fofas e bem recheadas, o presunto, com um bom corte e muito saboroso e a maravilhosa cebola embebida em vinho verde tinto (também conhecida na zona como galinha).

Menos positivo, foram as moelas... apesar de tenras, não tinham sabor, pareciam ter sido cosidas à parte do molho e depois regadas... simplesmente horríveis, contudo como diria o poeta "não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera" e dada a oferta existente que havia na mesa, tenho que considerar que as entradas cumpriram bem o seu objetivo.

Terminado o primeiro round, passamos então ao prato principal. Como opção tínhamos anho ou vitela assada no forno e tripas à moda do Porto. Em conversas paralelas já me falaram muito bem do arroz de cabidela, contudo, só por encomenda, e como eramos um grupo grande e o arroz de cabidela não era consensual, optamos por não encomendar e deixar para outra oportunidade. Penso que os pratos pedidos foram todos entre vitela e anho. Eu optei pelo anho, que veio para a mesa numa travessa de barro muito bem composto, acompanhado por batata assada, ervilhas de quebrar e à parte arroz branco.

Começo pelos acompanhamentos: as batatas podiam ter ficado um pouco mais tempo no forno, contudo estavam muitíssimo bem temperadas e combinavam bem com resto. Quanto ao arroz, gostei, embora pudesse ser um pouco mais solto. Colocando um pouco do molho proveniente do assado no topo do arroz, adicionava um sabor extra de revirar os olhos... Muito sabor naquele molho.

Quanto ao anho, estava bom, embora pessoalmente achasse que podia estar mais bem temperado. Bem assado, tenro, sabor tipico do anho, apenas ficou a faltar aquele tempero tipico do assado que as batatas conseguiram absorver mais do que a carne. Uma boa refeição sem dúvida, mas que, com a melhoria de alguns pormenores poderia ser ainda melhor.

Passamos então à sobremesa e quando questionei qual a recomendação que me fariam para a sobremesa, a resposta veio de quem já tinha almoçado lá. Pão de Ló com queijo acompanhado com um Favaíto (moscatel) servido em malga. Não desapontou. Pão de ló super fresco e com uma cor bastante apelativa. O sabor dos ovos sobressaía e em contraponto ao doce uma fatia de queijo amanteigado, que criava uma combinação fantástica doce/salgado colmatado com um fresco moscatel. Uma bela sobremesa que recomendo a todos os visitantes desta casa. Para colocar um ponto final nesta experiência, o verdadeiro cafézinho acompanhado por um "limpa chávenas" portentoso, daqueles que evaporam quando passado nas mãos...

Depois de tudo isto, e várias idas ao exterior a acompanhar os fumadores, lá veio a conta, e aí tivemos mais uma agradável surpresa: 14,50 Euros por pessoa... Uma pechincha dada a quantidade e qualidade que veio para a mesa.

Falta apenas mencionar que toda esta experiência teve grande parte do seu lado positivo graças à simpatia e eficiência do Sr. Mário, que no alto do seu bigode, fez tudo que estava ao seu alcance para que nos sentíssemos em casa.

Uma palavra também a toda a malta que fez parte desta "Excursão" e que sempre se mostraram disponíveis para ajudar na execução desta review. Bem haja a tod@s...

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação de 0* a 5* relativamente ao "Restaurante Ramirinho 2":


Ambiente: 8


Comida: 8


Serviço: 8.5


Limpeza: 7.5


Preço: 8


Total Geral: 8


Espero que tenham gostado desta experiência no "Ramirinho 2". Uma casa deslocalizada dos grandes centros urbanos, ideal para almoços em grupo, ou em família. Vale bem a pena os kms efetuados uma vez que a comida não desilude e para além da barriga cheia, trazemos para casa também algumas histórias para contar.


Abreijos.


Brutus - 08/10/2018



 
 
 

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