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"Taberna 15", Leça da Palmeira

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 28 de jan. de 2019
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá Malta Tasqueira...

Como vai isso? Têm-se aguentado ou já sucumbiram a este surto de gripes e viroses que andam para aí espalhadas pelo ar? Eu tenho-me mantido firme, com a ajuda de umas cargas etílicas que são o elixir perfeito para que o vírus não queira nada comigo.

Mas não é para falar de doenças que cá estou, e como tal, venho trazer-vos mais uma experiência gastronómica, desta vez e de acordo com a opinião dos "Expensive Soul", diretamente da "terra mais bonita de Portugal", Leça da Palmeira... falo-vos da pitoresca Taberna 15.

Para quem não conhece, é muito fácil chegar à Taberna 15, resumindo as dicas de localização, basta dizer-vos que fica praticamente ao lado de uma das mais emblemáticas casas de animação noturna do Porto e arredores, que é o Batô... Um dos principais a jantar nesta zona, principalmente a um Sábado à noite, é sem dúvida alguma a grande dificuldade que encontramos em estacionar o carro. É uma verdadeira tortura... ou se vai muito cedo, ou então preparem-se para uma epopeia de voltas e voltas em torno da Capitania e arredores para se conseguir um buraco para se meter o veículo.

Esta experiência foi um pouco diferente das anteriores, e passo a explicar porquê: Basicamente, porque fomos alocados a um Menu de refeição próprio para grupo, com um custo de 17.50€ por pessoa e que era composto por entradas variadas, prato principal, sobremesa, café e digestivo, ou seja tivemos que informar previamente qual seriam os pratos selecionados, não havendo assim muita oferta disponível.

À entrada o restaurante reparei numa sala praticamente cheia, com alguns grupos e também com casais sozinhos.

Destaque positivo para a decoração, onde dominam as madeiras de tom escuro e a pedra exposta, juntando algumas peças ornamentais como relógios de parede e quadros com mensagens subliminares, que combinam um toque de rusticidade com bom, gosto no que à decoração diz respeito.

Eu optei por rolo de carne recheado com queijo mozarela e bacon, mas tínhamos também a hipótese de optar por bacalhau gratinado ou ainda um prato vegetariano. Mas comecemos por falar das entradas... Chegamos ao restaurante por volta das 21:30, já ligeiramente atrasados, uma vez que foi uma verdadeira tortura conseguir estacionamento e na nossa mesa já tínhamos alguns membros do nosso grupo, bem como uma seleção de carnes frias compostas por chourição e presunto, queijo branco e queijo curado cortados em pequenos pedaços, azeitonas temperadas com azeite e alho, pão e paté de atum. Até aqui, tudo pacífico... aquelas entradas serviram para entreter o estômago até à chegada da malta mais atrasada.

Comidas as entradas e chegada a malta mais atrasada, esperávamos nós que o serviço fosse fluido e que à medida que a comida fosse acabando, as outras partes do jantar fossem decorrendo normalmente... Puro engano.

Até chegarem as entradas quentes, chamemos-lhes assim, passou uma eternidade, sem exagero mais de 30 minutos. Compreendo que com restaurante cheio e sendo este tipo de entradas feitas na hora, não seja fácil manter os timings de espera no aceitável, contudo, o que é demais é moléstia, e neste caso foi mesmo uma verdadeira moléstia...

Tendo em conta que sou um aficionado de queijos, e que os mesmos faziam parte do role das entradas, para beber comecei por pedir maduro tinto da casa. O vinho chega à mesa servido em caneca de vidro, o que me fez desde logo desconfiar um pouco da sua qualidade... Sem informação de marca, rótulo, origem, nada... e ao fim do primeiro gole, logo percebi que tinha cometido um erro.

Um vinho nada encorpado, sem sabor, típico do que normalmente chamamos de "surrapa"... Para não correr mais riscos, e até porque os comentários sobre a sangria não eram nada abonatórios, optei pela cerveja que ao menos era Super Bock, e foi o melhor que fiz.

Eis então que passado todo o empasse sem nada para ir picando, começaram a chegar as entradas quentes compostas por pimentos padron, enroladinhos de alheira e um queijo de cabra embrulhado numa leva massa e acompanhado por uma compota de cebola e mel.

Quanto aos pimentos não há muito a dizer, a não ser que não picavam praticamente nada e que estavam um pouquinho queimados, mas aceitáveis. Os enroladinhos de alheira eram bons. Bem recheados e com um sabor típico de uma alheira de porco. Deixei o melhor para o fim, o queijo de cabra com compota de cebola e mel... combinação fantástica entre o salgado e o sabor forte do queijo de cabra com o doce da compota de cebola. Muito bom mesmo. Por mim, poderiam servir aquilo o resto da noite que seria uma pessoa feliz. Mas como tudo o que é bom tem um fim, e terminada a ronda das entradas quentes, desta vez para vir o prato principal para a mesa não foi necessário esperar mais 30 minutos, até porque pelo adiantado da hora, muito provavelmente corríamos o risco da cozinha fechar sem termos o prato principal servido... Os pratos principais que cada um havia previamente escolhido, começaram a chegar à mesa e demos então início às hostilidades. Ao olhar para o prato que havia escolhido, Rolo de Carne recheado com queijo mozarela e bacon acompanhado por batata frita aos palitos, logo reparei que havia uma ligeira diferença relativamente ao que estava na travessa e ao que havia sido descrito.

As batatas fritas ao palito transformaram-se em batatas fritas de pacote onduladas, que pareciam ter ido ao forno para dar uma lavagem de cara para parecer mais caseiro. Imperdoável...

Era preferível falarem com os clientes e pedirem desculpa, do que propriamente apresentar aquela salgalhada às 3 pancadas. Quanto ao rolo, sinceramente da parte da mozarela pouco ou nada se viu. O bacon estava lá, só que em vez de fazer parte do recheio, estava no topo do rolo, que foi apresentado já fatiado e sinceramente parecia não ter sido temperado, nem levado nenhum condimento de forma a dar um pouco mais de sabor... Parece estranho o que vou dizer, mas sabia demasiado a carne simples. Por fim, veio também uma travessa de arroz basmati que segundo o menu era aromatizado com oregãos... Sinceramente o sabor dos oregãos sobrepunha-se a tudo e o arroz, depois da primeira garfada foi arrumado para canto de tão intenso que era... Uma vez que tínhamos bolo de aniversário, a sobremesa foi substituída por aquela entrada espectacular que vos falei do queijo de cabra com a compota de cebola e mel, e em boa hora que o foi, pois sinceramente, foi a única coisa que me encheu as medidas.

Não sei se os digestivos que estavam no menu também fizeram parte da troca ou não, certo é que não apareceram, nem houve qualquer justificação para tal...

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação relativamente ao Taberna 15, em Leça da Palmeira:


Ambiente: 8.5


Comida: 7


Serviço: 6


Limpeza: 8


Preço: 8


Total Geral: 7.5


Esta foi uma experiência com algumas falhas, começando desde logo pela questão dos timings no serviço. Contudo, o espaço é bastante apelativo, dispondo de uma bela decoração e o pessoal até é simpático. Há coisas a meu ver que não se devem encontrar num restaurante deste tipo, como por exemplo, a questão das batatas de pacote, ou a falta de tempero na carne do rolo, mas devo salientar também houve agradáveis surpresas como aquele fantástico queijo de cabra com a compota de cebola. Tenho também quase a certeza absoluta, que, caso visite este estabelecimento sem menu pré definido, certamente que a comida melhorará, até porque, pelo que vi passar para as outras mesas, tudo me parecia com ótimo aspecto, mas a verdade é que só posso escrever o que evidenciei.


Abreijos,


Brutus - 25/01/2019



 
 
 

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