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Tasca "A Badalhoca", Ramalde, Porto

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 15 de nov. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá Malta...

Como têm passado? Espero que se encontrem bem e cheios de vontade de embarcar nesta viagem de hoje que nos irá levar àquela que é seguramente a tasca mais conhecida de toda a cidade do Porto e arredores... Falo-vos como é claro da "Tasca da Badalhoca".

Se gostam de bons petiscos, bons vinhos e tradição, então é obrigatória uma visita à "Badalhoca"... Antes de mais quero esclarecer os que ainda não conhecem, que o nome da Tasca nada tem que ver com as pessoas que gerem a Tasca ou com a limpeza da mesma... Foi um nome herdado da antiga gerência e que foi ficando ao longo do tempo e que em nada está relacionado com o que encontramos no interior desta emblemática tasca da cidade.

Apesar de já ter algumas representações espalhadas por Matosinhos e Vila do Conde, a Tasca original está situada em Ramalde, mais precisamente na Rua Alberto Macedo, sendo esta a ÚNICA na cidade do Porto. Por isso, tudo aquilo que virem no centro do Porto com a nomenlatura "Badalhoca", esqueçam porque é FALSO.

Na "Badalhoca" encontramos um mix de clientela e de todos os estratos profissionais e sociais, desde trabalhadores da construção civil, a polícias, empresários, desempregados, enfim... há de tudo um pouco, e uma coisa é certa: Todos eles são servidos da mesma forma pela D. Lurdinhas, pelo Fredo e pelo restante staff... e isso é sinceramente uma das coisas que mais me agrada, o facto de não haver distinção no atendimento mediante o extrato social a que se pertence. Seja rico ou seja pobre, ali é tudo igual e o procedimento também: Pedir (rapidinho, se possível, porque há gente na fila), pagar e andar... Uma máquina bem oleada, com uma pessoa a cortar presunto, outra a dar o serviço e receber e outra a tirar bebidas. Não falha nada... e tudo isto sem máquina de calcular.

A "Badalhoca" é também sinónimo de Amor... sim Amor... Amor um cluibe, ao Boavista F. C., estando esse amor todo ele estampado nas paredes da Tasca, entre objetos decorativos, camisolas e recortes históricos de jornais que para além de falarem dos feitos do clube boavisteiro, também falam da história da Tasca, da sua importância na cidade e dos vários prémios que já recebeu.

Eu considero-me um cliente assíduo da "Badalhoca", picando o ponto normalmente uma vez por semana, e embora conheça este local desde a minha infância, posso-vos desde já afirmar que há quem pique o ponto diariamente e depois da sua jornada de trabalho, faça a sua paragem obrigatória para petiscar uma sandes e uma canequinha, antes do regresso a casa.

Esta é também uma casa de ideais bem vincados e apesar das evoluções que o local registou em termos de estética e logistica, uma coisa se manteve igual a si própria, e essa foi a qualidade dos produtos aos seus clientes. Nada é pré-cozinhado, tudo feito no próprio dia, sendo a sua principal virtude, o fato de ser tudo caseiro.

Falando agora um pouco da comida e da bebida, há que salientar antes de mais aquilo que deu e dá fama à "Badalhoca", que são as sandes de presunto... Presunto fininho, super saboroso, nada salgado e que pode ainda ser acompanhado com queijo fatiado, ou um mini queijo picante cortado às rodelas. Esta é obrigatória em todas as visitas... seja a começar ou a finalizar, seja almoço ou lanche, sinceramente não interessa, pois é um "must have".

Normalmente, é quase impossível ficarmo-nos por uma só sandes. Não é que fiquemos com fome, mas ao olhar para uma montra tão recheada, é simplesmente impossível resisitir a comer mais qualquer coisa.

Temos desde sandes de salpicão, sandes de omelete, sandes de panado, morcela no pão, isca de bacalhau no pão, sandes de rojão, sandes de alheira com ovo, sandes de lombo, sandes de leitão (às vezes), bacalhau frito, orelheira, bucho, papas, rissois, chamuças, croquetes... Ufaaaa... estou cansado de enumerar tanta comida... (e com alguma fome, confesso...).

Não consigo fazer a descrição de todas as sandes e petiscos, apenas posso dizer que é tudo caseirinho e que cai que nem ginjas sempre que lá vou. Além disso, é de salientar também que todas as sandes são servidas em pão super fresco e estaladiço de fabrico próprio, sendo este também uma das principais virtudes desta pitoresca tasca.

Para acompanhar, recomendo o Espadal... Não é o vinho de melhor qualidade, mas é o vinho que melhor sabe. Em canecas pequenas ou grandes é indiferente, o importante é não exagerar, o que às vezes é dificil... porque depois do repasto, vem sempre uma dose de conversa que tem de ser acompanhada por uma canequinha para molhar a palavra.

Quanto ao preço é bastante simpático. Com 5 Euros já fazemos um belo repasto, com 10 já é um festim e acima disso já é exagero.

Convido todos os seguidores da Tasca do Brutus a visitarem a "Tasca da Badalhoca", não só por ser um dos ex libris gastronómicos da cidade, mas sim pela sua tradição e qualidade aplicada em todas as suas magnificas sandes e petiscos.

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação de 0* a 5* relativamente à Tasca da "Badalhoca":


Ambiente: 7.5


Comida: 9


Serviço: 7.5


Limpeza: 7.5


Preço: 9.5


Total Geral: 8.2


Espero que tenham gostado desta experiência/review sobre a Tasca da "Badalhoca". Um ponto de paragem obrigatório a todos os gulosos gastronómicos e que apreciem a genuinidade e tradicionalismos da nossa belíssima cidade do Porto.


Abreijos.


Brutus - 15/11/2018



 
 
 

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