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"The Dog", Boavista, Porto

  • Foto do escritor: Brutus
    Brutus
  • 2 de dez. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de mai. de 2019

Olá maltinha Tasqueira...

Cá estou eu de novo para vos apresentar uma nova experiência, esta última passada muito recentemente e que deixou marcas muito positivas no palato e no número das calças.

Hoje venho-vos falar de um espaço que abriu as suas portas há relativamente pouco tempo, penso que em finais de 2016, e que tem como actividade principal, a a arte de bem saber fazer os famosos cachorrinhos e os pregos em pão... Falo-vos do The Dog, na Rua 5 de Outubro no Porto. (junto à Casa da Música.)

Na passada quinta feira, estava eu com um amigo, numa grande dúvida existencial, sobre o sítio onde deveríamos ir jantar. Eis que, surgiu uma luz (parece que está em voga) e que me iluminou o caminho para o The Dog e para culminar essa escolha, o facto de quem me acompanhava não conhecer o local nem as iguarias que nos esperavam.

O conceito do "The Dog", é muito simples... Um balcão grande ladeado por bancos fixos e de onde sai todo o serviço solicitado pelos clientes. A servir, uma simpática e eficiente equipa de cerca de 6 pessoas, embora dependa dos dias e dos horários, podendo este número variar. Uma casa gerida por 2 jovens empreendedores, o Rui e o André, que decidiram investir e muito bem numa zona da cidade, por vezes esquecida, sendo coadjuvados pela experiência do grande Alberto, uma cara bem conhecida dos amantes dos cachorrinhos, de outras paragens.

Mas falando da experiência propriamente dita, chegamos relativamente cedo, cerca das 19h50, e tinhamos à nossa disposição praticamente todos os lugares do balcão. Enganem-se os que pensem que é sempre assim, pois passados 15 minutos, o panorama era completamente ao contrário. Os lugares estavam todos ocupados e já havia gente a comer em pé, por isso a minha primeira recomendação, é que evitem os horários de pico. Comer em pé não faz bem a ninguém e a experiência é completamente diferente de comermos sossegadinhos e sentadinhos.

Para começar e como não poderia deixar de ser, pedimos um cachorrinho que em nada fica atrás do original, até porque os ingredientes são exatamente os mesmos e provêm exatamente do mesmo fornecedor. As diferenças poderiam eventualmente estar na execução do cachorro ou no molho que se utiliza para "regar" o mesmo, e tanto num como noutro não consigo encontrar grandes diferenças. Encontro sim, um cachorro com uma apresentação mais cuidada, em pratos retangulares, que confere um aspeto mais "gourmet", embora confesso ser mais apreciador da tradição do que do vanguardismo, no que a estas questões diz respeito.

Para acompanhar os nossos cachorrinhos, pedimos uma dose de batata frita, que foi também apresentada de uma forma "diferente", vindo numa caçarola preta. As batatas fritas CASEIRAS (obrigado malta do The Dog), estavam no ponto, bem fritas e durinhas, com sal qb., e como sou um tipo guloso, pedi para regar as batatas com o molho picante dos cachorros. TOP... Se algum reparo houvesse a fazer, talvez o facto de numa segunda dose que pedimos, as batatas trazerem um cheiro mais intenso a óleo, provavelmente porque o óleo já estivesse um pouco saturado, ou demasiado quente, mas nada de mais.

Para acompanhar esta divinal iguaria, um Principe "Super Bock", proveniente dos barris que servem como decoração do espaço e que dão à cerveja de pressão uma vida que dura até terminarmos o copo de cerveja. Saliento também que o "The Dog" faz uma promoção bastante interessante para os apreciadores da Super Bock Stout: Na 1ª Sexta Feira do mês, é a chamada Black Friday – bebemos um fino Stout e temos o segundo grátis.

Para a segunda rodada, decidimos alterar um pouco, e não repetir o cachorro, e decidimos optar pelo Prego "The DOG", composto por um bife da vazia gralhado na chapa, e acompanahado por queijo brie derretido com mel e com uma compota de cebola em vinho do porto. Resultado: Uma verdadeira festa de sabores a cada trinca. Que combinação fantástica: carne de qualidade e bem preparada que misturada o mix doce/salgado dá ao prego algo que nunca havia experienciado na vida. A sensação de satisfação e de regalo para o palato foi tão boa, que não resistimos a pedir mais um para dividir... resumindo, saímos a rebolar.

Amig@s tasqueir@s, é OBRIGATÓRIO experimentar este prego, que também existe na vertente de carne de novilho, mas uma combinação de sabores assim, merece uma carne de qualidade. Noutras visitas anteriores também já experimentei o pica pau, que diga-se de passagem é bastante aceitável, e numa próxima oportunidade quero experimentar uma outra modalidade de prego, que é o "Prego à Hugo", que combina bife da vazia com ovo e linguiça. Deduzo que tenha sido invenção de um dos colaboradores, de seu nome Hugo. A malta com este nome é assim, sempre a magicar coisas novas e diferentes...

Quanto aos preços, podem analisar na fotogaleria, contudo, desta ultima experiência, o resumo foi o seguinte: 3 Príncipes, 2 Ice Teas, 2 doses de batata, 2 pregos "The Dog" da vazia e 2 Cachorrinhos, deu um total de 34 Euros (17 Euros por pessoa), tendo em conta que houve comida a mais para 2 pessoas, acho justo.

Resumindo e concluindo, deixo-vos a minha classificação de 0* a 5* relativamente ao "The Dog":


Ambiente: 7.5


Comida: 8.5


Serviço: 8.5


Limpeza: 7.5


Preço: 8


Total Geral: 8


Espero que tenham gostado desta experiência no "The Dog", uma simpática experiência fora da "Baixa" do Porto e que trazendo até à Boavista a arte do bom grill, privilegiando o bom serviço e qualidade dos seus produtos.


Abreijos


Brutus – 02/12/2018



 
 
 

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